Sobre Orfeu da Conceição, veja também:
O bar Villarino | O disco | Texto de Vinicius para a contracapa do disco | O livro | Prefácio de Vinicius | O Mito de Orfeu | Monólogo de Orfeu | O campeão olímpico | Análise crítica

Orfeu da Conceição

Long Play 10", Odeon MODB 3056
Lançado em 1956

Música: Antonio Carlos Jobim
Letra: Vinicius de Moraes

Arranjos e regência: Antonio Carlos Jobim
Violão: Luiz Bonfá

Canta: Roberto Paiva
(foto de Halfeld, Rio de Janeiro)

 

Este foi o disco que marcou o início da parceria de Tom e Vinicius. O poeta planejava fazer uma peça de teatro: a adaptação do mito de Orfeu para um ambiente carioca.
O primeiro a ser cogitado para fazer as músicas da peça foi o pianista e compositor Vadico, parceiro de Noel Rosa. Mas Vadico não aceitou a tarefa.
Sabendo que procurava um parceiro para a parte musical, os amigos comuns Lucio Rangel e Haroldo Barbosa sugeriram a Vinicius o nome de Antonio Carlos Jobim (Tom e Vinicius já se conheciam desde 1953, mas não eram íntimos. O letrista e jornalista Ronaldo Boscoli, que sabia dos planos do poeta, reivindica ter levado Tom à casa de Vinicius, e tê-lo indicado para a parceria).
Lucio Rangel apadrinhou um encontro dos dois no Villarino, famoso bar no centro do Rio, frequentado por artistas e intelectuais. Vinicius expôs a Tom seu projeto, e convidou-o para fazer a música. Tom, por volta dos 29 anos, no início de uma suada carreira, tocando piano na noite para "defender o dinheiro do aluguel", como ele mesmo contava mais tarde, lançou a Vinicius a pergunta famosa: "Tem um dinheirinho nisso?"
Orfeu da Conceição estreiou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 25 de setembro de 1956, e lá ficou em cartaz durante uma semana. Uma nova temporada de um mês foi depois realizada, desta vez no Teatro República. A peça teve cenários de Oscar Niemeyer e cartazes de Djanira, Carlos Scliar, Raimundo Nogueira (que fez também a capa do LP), e Luís Ventura. A direção foi de Leo Jusi, e no elenco estão Haroldo Costa (Orfeu), Dirce Paiva (Eurídice), Léa Garcia (Mira), Cyro Monteiro, Abdias Nascimento no papel de Aristeu (mais tarde substituído pelo único branco do elenco, Chico Feitosa, que entrou em cena com o rosto pintado de preto), Pérola Negra, Waldir Maia, e Adhemar Ferreira da Silva, o campeão olímpico do salto tríplice.

Tom escreveu os arranjos para a orquestra, que na peça foi regida por Leo Peracchi. No violão, Luiz Bonfá, e Tom ao piano.

Lado 1:

Ouverture
Orquestra sob a regência de Antonio Carlos Jobim
Monólogo de Orfeu
dito por Vinicius de Moraes
ao violão: Luiz Bonfá

Lado 2: Sambas

Um nome de mulher
Se todos fôssem iguais a você
Mulher, sempre mulher
Eu e o meu amor
Lamento no morro
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